“O Globo ataca Jorge Messias por defender a verdade: a de que Dilma Rousseff foi vítima de um golpe de Estado”


O jornal O Globo voltou seus holofotes para o chefe da Advocacia‑Geral da União (AGU), Jorge Messias, que aparece como o favorito à indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A matéria do Brasil 247 relata que Messias é criticado pela mídia tradicional justamente por afirmar em sua tese de doutorado que o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, configura um golpe de Estado. 

O que Messias disse

Na tese em questão, defendida na Universidade de Brasília (UnB), Messias argumenta que:

O afastamento de Dilma Rousseff não se baseou em crime de responsabilidade comprovado, mas num processo político marcado pela pressão de elites econômicas, do mercado, do Congresso conservador e de parte da mídia. 

Esse processo teria permitido a imposição de uma agenda ultraliberal no governo Michel Temer, com cortes de direitos, privatizações e fragilização do Estado. 

O papel do STF e da Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi destacado como central para conter ameaças autoritárias e rupturas democráticas, como as representadas por 8 de janeiro de 2023. 

A reação da mídia

Segundo o Brasil 247, O Globo critica Messias por suas posições acadêmicas — especialmente por afirmar o óbvio para muitos que acompanham o tema: que o impeachment foi, de fato, uma ruptura democrática. 

A publicação acrescenta que essa reação revela “o incômodo da velha mídia” com o reconhecimento histórico de sua própria participação no processo que levou ao afastamento de Dilma. 

Por que isso importa

1. Indicação ao STF – A posição de Messias o coloca no centro de debates para a vaga que será aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF. A discussão sobre suas convicções acadêmicas ganha relevância institucional.

2. Narrativa sobre o impeachment – O que está em jogo não é apenas uma disputa pessoal, mas como será interpretado historicamente o impeachment de 2016: como legitimidade institucional ou como golpe político.

3. Mídia e democracia – A crítica à imprensa por seu papel no processo histórico levanta questões sobre o papel dos grandes grupos de mídia na formação da agenda política e na estabilidade democrática.

4. Agenda política – A reafirmação de que o impeachment teve motivações econômicas e de elite remete à disputa sobre a ordem política e o modelo de desenvolvimento brasileiro.

Considerações finais

A matéria do Brasil 247 oferece mais do que um relato jornalístico: é um alerta sobre os desdobramentos de uma narrativa para o futuro institucional do país. Ao atacar Messias por suas convicções acadêmicas, O Globo tenta moldar os limites aceitáveis do debate histórico — mostrando, por sua vez, como as disputas de poder se estendem para o campo simbólico e interpretativo.

Se Jorge Messias for indicado ao STF, o que está em jogo será muito além de seu nome: será o reconhecimento ou rejeição de uma versão da história brasileira que atribui ao impeachment de Dilma Rousseff uma natureza de ruptura democrática.


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