A eleição de Eduardo Cunha revela a face de um Congresso Conservador mas sem riscos para a democracia

Por: Zé Augusto

Não vamos exagerar no significado da vitória de Cunha. É bem provável que sua gestão não seja tão diferente assim do que foi a de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ambos sempre foram afinadíssimos nos últimos dois anos, com Alves na presidência da Câmara e Cunha na liderança do PMDB. Ambos já atuavam juntos para votar contra e a favor do governo, conforme a votação. Na prática, há uma continuidade.

Por que a presidenta não deve se preocupar com o golpe?

Dilma tem uma imagem austera e trabalhadora, não ostenta sinais de enriquecimento na política, não tem nenhuma mácula pessoal em sua biografia, não blinda a corrupção, pelo contrário apoia seu combate, e sairia como vítima no processo caso a oposição conseguisse derrubá-la no tapetão.

E banalizar um processo traumático como impeachment, sem uma causa compreendida como justa pelo povo, não dá estabilidade para nenhum sucessor ficar na presidência. Além disso, é enorme o risco de deflagrar um clima popular para derrubada do Congresso eleito, de governadores e prefeitos impopulares.

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