O voto que pode decidir a eleição em Rondônia não é nem de esquerda e nem de extrema-direita, é de Lula.
O voto que pode decidir a eleição em Rondônia não é nem de esquerda e nem de extrema-direita, é de Lula.
Os resultados das eleições de 2026 em Rondônia continuam imprevisíveis. Pesquisas de opinião mostram um retrato do momento, mas não definem o resultado das urnas.
Há, porém, um dado que merece atenção: desde 2022, existe um eleitorado que representa cerca de 25% a 30% dos votos no estado e que se identifica com o presidente Lula. Esse eleitor pode não votar necessariamente nos candidatos do PT para outros cargos, mas dificilmente migra para candidatos identificados com a extrema-direita.
Em 2022, esse comportamento ficou evidente. No segundo turno para o Governo de Rondônia, uma parcela significativa desse eleitorado optou por Marcos Rocha, não por afinidade ideológica, mas por considerar que ele representava uma alternativa ao outro candidato.
Isso revela uma característica importante da política rondoniense: o eleitor de Lula não vota automaticamente no PT para os cargos estaduais, mas também não transfere seu voto de forma automática para candidatos da extrema-direita.
É justamente por isso que o segundo turno será decisivo. A grande pergunta da eleição de 2026 não é apenas quem chegará à fase final da disputa, mas quem conseguirá conquistar essa parcela do eleitorado que representa cerca de um terço dos votos válidos e que pode definir o próximo governador de Rondônia.
As pesquisas mostram o momento. As urnas revelarão quem foi capaz de construir a maioria necessária para governar.
