Contra a Medida Provisória cria o programa “Agora Tem Especialistas”, que permite parcerias com hospitais privados para agilizar o atendimento do SUS em áreas onde faltam médicos especializados. Em outras palavras: busca reduzir filas, acelerar diagnósticos e dar mais dignidade a quem depende da saúde pública. E, mesmo assim, seis deputados federais votaram contra: Bia Kicis (PL-DF) Carlos Jordy (PL-RJ) Luiz Felipe de Orleans e Bragança (PL-RJ) Mário Frias (PL-SP) Tiririca (PL-SP) Dr. Frederico (PRD-MG) O que significa esse voto? 1. Contradição política: Muitos desses parlamentares usam o discurso de “defesa do povo”, mas rejeitam medidas que atacam problemas reais da população, como as filas do SUS. 2. Defesa ideológica: A rejeição não parece vir de um argumento técnico robusto, mas de uma lógica de oposição sistemática ao governo, ainda que o preço seja sacrificar avanços no atendimento de saúde. 3. Isolamento: O fato de apenas seis votos contrários diante de ampla ...
A colheita da soja nos Estados Unidos começou em setembro com um fato inédito: nenhum pedido de compra da China, maior importador mundial da oleaginosa. Historicamente, a cada início de safra americana, Pequim já havia garantido milhões de toneladas para seus estoques estratégicos e para abastecer a indústria de rações. Este ano, a ausência de negócios escancara uma mudança profunda na geopolítica do comércio agrícola. Brasil ocupa o espaço deixado pelos EUA Enquanto os produtores norte-americanos aguardavam contratos, a China se antecipou e comprou praticamente toda sua necessidade para outubro e parte de novembro do Brasil. Foram 7,4 milhões de toneladas já asseguradas da América do Sul, número que cobre cerca de 95% da demanda estimada para o mês. O Brasil, que já é o principal fornecedor de soja para os chineses, consolida sua liderança e amplia a dependência estratégica de Pequim em relação ao nosso país. Perdas bilionárias para os EUA Especialistas calculam que, caso a China mant...
A cada nova revelação, vai ficando mais claro que Nikolas Ferreira não é apenas um deputado barulhento nas redes sociais, mas alguém que caminha em zonas cinzentas da política e da justiça. A denúncia que ele apresentou contra a deputada Duda Salabert — por suposto uso irregular de fundo eleitoral e que ganhou espaço na mídia como se fosse um ato de fiscalização legítima — agora aparece envolta em suspeitas graves. O material que embasou sua acusação teria sido fornecido por um grupo criminoso ligado à mineração ilegal em Minas Gerais, alvo da Operação Rejeito da Polícia Federal. Ou seja, enquanto posava de fiscalizador da moralidade pública, Nikolas se apoiava em documentos e informações produzidas por pessoas investigadas por corrupção, fraude em licenciamento ambiental e lavagem de dinheiro. Mais do que uma contradição, trata-se de um risco para a democracia: quando um parlamentar da base bolsonarista se vale de estruturas criminosas para tentar derrubar uma adversária polític...