A SORTE É QUE MINHA FILHA TINHA SEGURO. O CARRO NÃO.


- Alô,

Oi

-Onde você está?

Em Porto Velho, por quê?

-A Cristieli sofreu um acidente chegando a Pimenta Bueno, encapotou o carro, mas ta tudo bem com ela, iria pedir pra você ir até lá, eu estou em Alta Floresta.

Foi um curto diálogo sem muitos detalhes. De um lado o Giovane aflito por fazer chegar o socorro, do outro lado da linha eu, ambos distantes e sem saber de fato o que ocorrera. “Esse está tudo bem”, todo mundo diz nessas horas e mesmo vindo das pessoas mais confiáveis ninguém acredita.
Minha filha estava vindo de Alta Floresta quando por volta das 19 horas de quinta feira 10/06/2010 perdeu a direção próxima ao trevo de Primavera. Segundo ela, o volante começou tremer e pouco depois o carro não obedecia a seus comandos, vindo chocar com uma placa e desgovernado saiu da estrada. Um caminhoneiro que vinha atrás relatou o drama, “vi o carro virar cinco piruetas, saindo e voltando da estrada e imaginei que não tivesse escapado ninguém”.
O carro não tinha seguro, mas ela tinha. Estava assegurada por Deus que permitiu que ela sobrevivesse.

As fotos que ilustra esta matéria foram tiradas a menos de um ano. Uma quando Giovane e Cristieli recebiam a chave da vendedora de veículos em julho de 2009 em Cacoal, a outro foi tirada agora. Duas grandes emoções. A maior delas, foi saber que ela estava viva, sã e salva, após o acidente.
Existe algo que recebemos das pessoas, que dificilmente conseguiremos retribuir, na maioria das vezes as pessoas que aparecem nesse momento e que são as primeiras a chegarem, são anônimas que dificilmente as encontraremos até para agradecê-las.

Apareceram vários anjos: o motorista do caminhão que percebeu o risco de um incêndio e já desceu com o extintor na mão para evitar o pior e que a ajudou desligar o carro e lhe retirou do interior do veículo, as vizinhas que ajudaram a entrar em contato com os parentes, alguém com quem ela se abraçou no desespero e lhe estendeu os braços, a Policia Militar, o Corpo de Bombeiros, a TV Candelária que são nossos amigos, mas que no momento que se destinaram ao local nem sabiam de quem se tratava, aos amigos e parentes que foram ao local, que estiveram no hospital prestando apoio e solidariedade, aos que ligaram, que vieram em casa, trazer seu apoio e solidariedade, o nosso muito obrigado!

È em  momentos como estes que descobrimos o verdadeiro valor dos amigos e o quanto eles são importantes. Valeu moçada, que Deus os recompense por tudo!

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